Atletas Transgêneros no Esporte: Revisão das Evidências Fisiológicas e Hormonais
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Resumo
A participação de pessoas transgênero no esporte de alto rendimento tornou-se um tema de crescente relevância científica, social e esportiva, especialmente diante dos debates sobre inclusão, equidade competitiva e regulamentação internacional. Este estudo teve como objetivo analisar evidências fisiológicas e hormonais relacionadas à participação de atletas trans no esporte de alto rendimento, com ênfase nos impactos da terapia hormonal sobre o desempenho físico e nas diretrizes estabelecidas por órgãos esportivos internacionais. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases PubMed, SciELO e NIH, além de documentos institucionais do Comitê Olímpico Internacional (COI). Foram incluídos estudos publicados entre 1966 e 2024, totalizando 45 artigos científicos. Os resultados demonstram que a terapia hormonal promove alterações significativas na composição corporal, força muscular, perfil hormonal e capacidade aeróbica de pessoas transgênero. Em mulheres trans, observou-se redução da massa magra e da força muscular, além de redistribuição da gordura corporal; em homens trans, verificou-se aumento de massa muscular e redução do tecido adiposo. Parte da literatura aponta que determinadas características fisiológicas podem permanecer parcialmente preservadas, mantendo o debate sobre vantagens competitivas em aberto. Além disso, a inclusão de atletas trans envolve fatores biológicos, sociais, psicológicos e institucionais, como transfobia, exclusão social e dificuldades de acesso à saúde e ao esporte. Conclui-se que ainda existem limitações científicas relacionadas à escassez de estudos de longo prazo com atletas de elite, sendo necessárias novas pesquisas para a construção de critérios esportivos mais fundamentados, conciliando inclusão, segurança e justiça competitiva.
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