Comparação entre métodos automatizados e manuais na análise bioquímica da glicose: há diferenças?

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Nahyra Lancetti Daher da Silva Oliveira
Gabrielle Beatriz Pereira Pessamilio
Larissa Vitória de Oliveira Mendes
Leonardo José Maia Morais
João Victor Gonçalves Barbosa
Luara Moreira Marques
Elizângela Rodrigues Assunção Silva
Pedro Thadeu Rocha Salles
Patrícia Nessralla Alpoim
Marina Rodrigues Chagas
Aislander Junio Silva

Resumo

A realização de análises bioquímicas em laboratórios pode ser conduzida por métodos manuais e/ou automatizados, cada um desses apresentando características específicas relacionadas ao desempenho analítico e operacional, que podem afetar a qualidade e confiabilidade dos resultados. Este estudo teve como objetivo comparar duas metodologias, avaliando a precisão, exatidão e reprodutibilidade na dosagem de glicose, e como as variações entre esses métodos podem impactar a confiabilidade e a comparabilidade dos resultados. Este trabalho foi conduzido a partir da análise em espectrofotômetro UV-Vis e o analisador bioquímico Audmax 240i, de 55 amostras obtidas durante as aulas práticas da disciplina de bioquímica clínica. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística para verificação de diferenças significativas entre os métodos avaliados. A comparação entre os métodos demonstrou diferenças significativas (p=0,0408) nos resultados das análises. O método manual apresentou maior dispersão dos resultados, com coeficiente de variação de 32,88%, enquanto o automatizado apresentou menor variabilidade analítica, com coeficiente de variação de 16,46%. O método automatizado apresentou também menor tempo na execução, reduzindo o risco de erros humanos e variabilidade analítica. Já o processo manual retratou maior tempo de processamento e se apresentou mais sujeito à variabilidade associada à execução das etapas analíticas e operacionais. Conclui-se que, embora ambos os métodos sejam aplicáveis à determinação da glicose plasmática, a automação laboratorial contribui para a melhoria da qualidade analítica e da confiabilidade dos exames de glicose.

Detalhes do artigo

Como Citar
Oliveira, N. L. D. da S., Pessamilio, G. B. P., Mendes, L. V. de O., Morais, L. J. M., Barbosa, J. V. G., Marques, L. M., Silva, E. R. A., Salles, P. T. R., Alpoim, P. N., Chagas, M. R., & Silva, A. J. (2026). Comparação entre métodos automatizados e manuais na análise bioquímica da glicose: há diferenças?. Revista Brasileira De Ciências Biomédicas, 7(1), E0117026 – 1. https://doi.org/10.46675/rbcbm.v7i1.117
Seção
Artigos em fluxo contínuo
Biografia do Autor

Nahyra Lancetti Daher da Silva Oliveira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmica do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Gabrielle Beatriz Pereira Pessamilio, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmica do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Larissa Vitória de Oliveira Mendes, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmica do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Leonardo José Maia Morais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmico do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

João Victor Gonçalves Barbosa, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmico do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Luara Moreira Marques, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Acadêmica do Curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Elizângela Rodrigues Assunção Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Biomédica, Graduanda em Enfermagem. Técnica de Laboratório no Ensino Superior na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes.

Pedro Thadeu Rocha Salles, Central de Artigos para Laboratórios, Belo Horizonte.

Biomédico e Graduando em Ciência da Computação. Assessor Científico da Central de Artigos para Laboratórios, Belo Horizonte.

Patrícia Nessralla Alpoim, Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Pampulha.

Professora de Bioquímica Clínica do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Pampulha.

Marina Rodrigues Chagas, Vida Biotecnologia, Belo Horizonte.

Biotecnologista e Mestre em Análises Clínicas e Toxicológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Pampulha. Analista de Pesquisa e Desenvolvimento na Vida Biotecnologia, Belo Horizonte.

Aislander Junio Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes

Professor de Bioquímica Clínica do Departamento de Biomedicina do Instituto de Ciências Biológicas e Saúde da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Lourdes. Doutorando em Análises Clínicas e Toxicológicas na Universidade Federal de Minas Gerais, Campus Pampulha.

Referências

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