Comparação entre métodos automatizados e manuais na análise bioquímica da glicose: há diferenças?
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Resumo
A realização de análises bioquímicas em laboratórios pode ser conduzida por métodos manuais e/ou automatizados, cada um desses apresentando características específicas relacionadas ao desempenho analítico e operacional, que podem afetar a qualidade e confiabilidade dos resultados. Este estudo teve como objetivo comparar duas metodologias, avaliando a precisão, exatidão e reprodutibilidade na dosagem de glicose, e como as variações entre esses métodos podem impactar a confiabilidade e a comparabilidade dos resultados. Este trabalho foi conduzido a partir da análise em espectrofotômetro UV-Vis e o analisador bioquímico Audmax 240i, de 55 amostras obtidas durante as aulas práticas da disciplina de bioquímica clínica. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística para verificação de diferenças significativas entre os métodos avaliados. A comparação entre os métodos demonstrou diferenças significativas (p=0,0408) nos resultados das análises. O método manual apresentou maior dispersão dos resultados, com coeficiente de variação de 32,88%, enquanto o automatizado apresentou menor variabilidade analítica, com coeficiente de variação de 16,46%. O método automatizado apresentou também menor tempo na execução, reduzindo o risco de erros humanos e variabilidade analítica. Já o processo manual retratou maior tempo de processamento e se apresentou mais sujeito à variabilidade associada à execução das etapas analíticas e operacionais. Conclui-se que, embora ambos os métodos sejam aplicáveis à determinação da glicose plasmática, a automação laboratorial contribui para a melhoria da qualidade analítica e da confiabilidade dos exames de glicose.
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