Pré-eclâmpsia: Revisão literária dos critérios laboratoriais e manejo clínico, e sua correlação com a disbiose como fator de risco
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Resumo
A pré-eclâmpsia é uma condição intrínseca à gestação que pode apresentar desfechos desfavoráveis à saúde materno-fetal. É caracterizada principalmente por hipertensão arterial e complicações sistêmicas. Este trabalho teve como objetivo revisar a fisiopatologia da doença, os critérios laboratoriais utilizados no diagnóstico, bem como narrar e compreender o manejo clínico, além de elucidar sobre os biomarcadores mais estudados para rastreio e diagnóstico. Ademais, discutiu-se a possível interação da disbiose intestinal/vaginal como fator de risco. Durante o estudo foi evidenciado a importância de exames laboratoriais para o diagnóstico, além da utilização da razão sFlt-1/PLGF como uma ótima ferramenta preditora do evento pré-eclâmptico. Além disso, foram revisadas as estratégias de manejo clínico baseadas em protocolos atuais e no uso de anti-hipertensivos como o sulfato de magnésio, ácido acetilsalicílico associados à suplementação de cálcio, tudo com o propósito de viabilizar controle e minimização dos desfechos clínicos desfavoráveis. Adicionalmente, a literatura revela que possíveis alterações na microbiota podem influenciar nos processos inflamatórios contribuindo para as disfunções vasculares, sendo um possível fator de risco no desenvolvimento da doença. Com isso, conclui-se que a integração e compreensão da fisiopatologia, aspectos laboratoriais, clínicos e microbiológicos, pode contribuir para um cuidado mais eficaz, promovendo uma gestação mais segura e com melhores prognósticos.
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